Texto de Quarta Capa – Modelos

Livro: Celebre a Vida (2016)
Autora: Marinilce Schmitz

Celebre a Vida é um livro sobre recomeço, renascimento, renovação. Não por acaso, a capa da obra traz uma flor que, contra todas as probabilidades, germinou em meio ao concreto. Assim é a natureza, inclusive a natureza humana.
Marinilce Schmitz, autora da obra, também germinou em meio ao concreto. Renasceu como escritora, como poetisa, como cidadã. E as 60 poesias que reuniu em seu primeiro livro mostram que não há cimento e argamassa capazes de deter a força resiliente da natureza. Seja pessoa, seja flor, a natureza é implacável quando decide continuar. Quando decide ir em frente, ao invés de recuar.
Celebrar a vida é a maneira mais eficiente de lutar contra a dor e o concreto, que nos ordenam menosprezar, maltratar, abandonar a vida. E Marinilce divide com seus leitores os caminhos bonitos e tortuosos que percorreu até aprender que, da dor e do concreto, ao invés de amargura e argamassa, pode sair poesia.

Livro: A Mão de Celina (2014)
Autor: Jeremias Soares

Quando perdemos uma pessoa para a morte, a perdemos para sempre.
Era no que acreditava Edu depois de enterrar Celina, sua jovem esposa, vitimada por um câncer galopante. No entanto, bastou conhecer sua nova namorada, Jana, para descobrir que os mortos também podem voltar.
Alguns para contar o que existe do outro lado; outros para mostrar que os caminhos da vida e da morte não somente se cruzam, como são exatamente os mesmos.
Se da morte só conhecíamos o nosso próprio medo, agora chegou a hora de dar a mão para Celina, e deixar que ela nos conduza por este labirinto sombrio e íngreme que desconhecemos, que tememos, mas pelo qual somos fascinados.
O mundo dos vivos e dos mortos é o mesmo mundo.
E Edu irá entender que, quando perdemos uma pessoa para a morte, não a perdemos para sempre.
Há quem volte para contar.
E há quem volte para fazer ainda mais.

Autor: Afobório

Amor, brutalidade, crime, drogas, esperança.
Respeito.
Discriminação social, racial.
Estes são os ingredientes que norteiam a vida de Jozz, o protagonista deste romance violento.
Negro, pobre, morador da favela, sem nenhuma estrutura familiar, Jozz é o anti-herói que até admiramos, que até compreendemos, mas que queremos longe de nossas casas e de nossas vidas.
Você poderá amá-lo ou poderá odiá-lo. Tudo depende das situações que você viu, ouviu e viveu.
Através de um texto cru, direto e impetuoso, o escritor Afobório não mede palavras, e nem teme os militantes do politicamente correto ao falar sobre preconceito e segregação social, perturbando e colocando o leitor a refletir sobre o seu papel em um país que ainda esconde seu racismo, enfeita sua miséria, e ignora esta bomba-relógio que ameaça explodir a qualquer instante.
Neste contexto, Jozz é um perigo.
Mas quem não é?

Livro: Enfim... Primavera (2013)
Autor: Willian Couto

Cem páginas em branco de um livro de atas de capa preta, transformado em diário e chamado de Petrus por Capitu, a protagonista desta história.
Nestas 100 páginas, Capitu terá a difícil tarefa de buscar sua salvação, e a cura para sua fúria e para sua tristeza, que a tornam prisioneira de um ódio cego e doentio.
Tendo visto morrer, ao longo de sua vida, todas as flores que enfeitavam seus sonhos, Capitu terá de redescobrir que, mesmo que matem as flores, nada, absolutamente nada pode impedir o retorno da primavera.
Uma história de violência e dor; mas também de perdão, de amor e de recomeço.
Porque o dia sempre amanhece, não importa quão escura e fria tenha sido a noite que o precedeu.

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